Uso de caroço de algodão na alimentação de bovinos leiteiros

 

Cerca de 40% a 60% do custo total na produção de leite é destinada a alimentação do rebanho, portanto os produtores vêm sempre buscado alternativas mais baratas e que possam melhorar as características qualitativas e quantitativas do leite. Dentre os diversos alimentos alternativos do mercado, existe um subproduto da indústria têxtil que podemos destacar por poder ser utilizado como alimento complementar, que é o caroço de algodão.

A análise do caroço de algodão revela a seguinte composição: 92% de matéria seca, 23% de proteína bruta, 20% de extrato etéreo, 44% de fibra em detergente neutro, 4,80% de cinzas, 0,21% de cálcio e 0,64% de fósforo. O que o torna um alimento com característica proteico-energética, portanto ele pode substituir em parte o alimento volumoso e o concentrado.

A proteína do caroço apresenta lenta digestibilidade e maior tempo de permanência no rúmen, esta característica pode ser vantajosa para a otimização da síntese de proteína microbiana, ou seja, em associação com fontes energéticas de lenta degradabilidade (casca de soja, milho moído, etc.) possibilita a sincronização da liberação de amônia (degradação da proteína) e da cadeia de carbono (degradação da fibra), de forma mais homogênea ao decorrer do período.

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