Óleo de algodão

O caroço de algodão é a maior parte da semente do algodão sendo que o óleo e a proteína presentes em sua composição representam cerca de 30 % cada uma delas, em base seca. As sementes inteiras contem 15 a 24 % de óleo e o caroço cerca de 30 a 38 %. O óleo pode ser
obtido por prensagem mecânica ou por método de extração por solvente, tem um leve sabor de castanha, geralmente é límpido de cor dourada claro ao amarelo avermelhado, como os demais óleos seu grau de cor depende do grau de refinamento, o óleo é rico em tocoferol, um antioxidante natural que possui várias concentrações de vitamina E. A qualidade do óleo e o conteúdo de ácidos graxos dependem em parte das condições climáticas durante o tempo em que o algodão permanece no campo, após a colheita. Devido à variação das condições climáticas, a qualidade do óleo pode variar a cada ano, mesmo quando consideramos uma mesma região. Antes de ser processado o caroço de algodão deve, ainda no campo, passar por um período de secagem, onde a semente é armazenada em local ventilado e ao abrigo do sol até que sua umidade máxima seja em torno de 13 %, o que facilita o processo de esmagamento do grão e a retirada da casca. O óleo de algodão tem várias aplicações, tais como, alimentício, farmacêutico, domissanitários, iluminação, lubrificação, margarinas, biscoitos, chocolates, sabões e graxas, o óleo de algodão também é muito utilizado na lavoura de café e na plantação de rosas colombianas para evitar a proliferação de pragas, além de oferecer uma grande vantagem para o meio ambiente, porque é natural e não polui. É também utilizado como desmoldante industrial e na fabricação de tijolos e telhas. A semente de algodão é considerada uma das mais importantes fontes de óleo, sendo o óleo de algodão mais antigo produzido industrialmente no Brasil.

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