O linter de algodão é constituído por uma camada de fibras curtas que ficam aderidas à superfície das sementes de algodão. Após a retirada das fibras longas, estas possuem larga aplicabilidade, como na fabricação de papel moeda e, em geral, para a produção de algodão hidrófilo e tecidos cirúrgicos.

O linter é rico em complexos orgânicos de carbono. Por ser um resíduo lignocelulósico, constitui-se de três grupos de polímeros: celulose, hemicelulose e lignina. Em virtude do alto teor de celulose (cerca de 98%), o linter pode ser convertido a açúcares fermentescíveis por meio de um pré-tratamento termoquímico, sendo estes açúcares convertidos em energia.

Na semente do algodão, 40% de sua massa são fibras, enquanto os 60% restantes são de caroço. O teor de linter, no caroço de algodão, pode variar de 4% a 8% em massa que, em geral, é prensado juntamente com o caroço para extração de óleo e produção da torta de algodão.

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